PENSAR EM DEUS É DESOBEDECER A DEUS
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ...
Alberto Caeiro
domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
DO DESEJO
não se extinga o desejo que nos faz viver,
Deus do nosso desejo
alimenta em nós o fogo das paixões
que nos leva a agir
e o fogo da palavra que por dentro queime
e faça escuta
tu que és o guardião do nosso desejo,
aviva a chaga que o nosso imaginário
constantemente quer sem falha;
que vivamos o nosso desejo sem culpabilidade
circuncide-nos o coração a espada do amor,
pregão antigo e novo
em nosso corpo adormecido e acordado
Fei José Augusto Mourão
não se extinga o desejo que nos faz viver,
Deus do nosso desejo
alimenta em nós o fogo das paixões
que nos leva a agir
e o fogo da palavra que por dentro queime
e faça escuta
tu que és o guardião do nosso desejo,
aviva a chaga que o nosso imaginário
constantemente quer sem falha;
que vivamos o nosso desejo sem culpabilidade
circuncide-nos o coração a espada do amor,
pregão antigo e novo
em nosso corpo adormecido e acordado
Fei José Augusto Mourão
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
DIANTE DO MAR
Perante linhas que se despenham
numa desarticulação cadenciada
um pensamento, mesmo o mais trivial
coloca-nos no centro de uma tempestade
Um reino subterrâneo
avança a intervalos pela casa fora
emerge muito lentamente
o declive
que para sempre nos separa
Imagina que tudo isto ocorre antes do próximo Inverno
E mesmo ao escurecer estás diante do mar
O mar como nunca antes o viste
José Tolentino Mendonça
Perante linhas que se despenham
numa desarticulação cadenciada
um pensamento, mesmo o mais trivial
coloca-nos no centro de uma tempestade
Um reino subterrâneo
avança a intervalos pela casa fora
emerge muito lentamente
o declive
que para sempre nos separa
Imagina que tudo isto ocorre antes do próximo Inverno
E mesmo ao escurecer estás diante do mar
O mar como nunca antes o viste
José Tolentino Mendonça
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